
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Conheça a carrocinha
ARTIGOS
2. 10
Coisas que Você Precisa Saber Sobre a "Carrocinha"
4. A CARROCINHA MATA. Somente uma pequena parte dos animais recolhidos
são resgatados pelos donos ou adotados pela comunidade. A maioria dos
cães e gatos são sacrificados ou doados para estudo em universidades,
onde muitas vezes são torturados em experiências dolorosas
(vivissecção), após as quais a morte é um verdadeiro alívio.
5. 2. A própria Organização Mundial da Saúde NÃO recomenda a simples
captura e extermínio de cães e gatos como forma de controle populacional
e de combate à zoonoses. A OMS aponta como medidas eficazes o controle
de natalidade pela esterilização, o controle ambiental e principalmente
a educação para a posse responsável de animais de estimação. A
"carrocinha", além de ser um método cruel e contrário às leis nacionais
e internacionais de proteção aos animais, NÃO RESOLVE O PROBLEMA. A
política de captura e eliminação de animais errantes não é econômica,
racional ou humanitária.
Em relação à prevenção da raiva, relatos de áreas de foco no México e
Colômbia indicaram que a apreensão e eliminação de animais não preveniu
novos focos da doença, devendo-se atuar na imunização dos animais
(vacinação) e conscientização para a propriedade responsável.
?
3. Os órgãos de Saúde Pública costumam potencializar a transmissão de
doenças como desculpa para a matança sistemática de cães e gatos. Em
geral os animais contraem doenças em razão da negligência e falta de
informação da própria comunidade, principal responsável pelo abandono de
animais nas vias públicas. Mais uma vez, matar não é a solução. Enquanto
a população não for orientada, continuará permitindo a procriação
descontrolada de animais que passarão a viver nas ruas sem alimentação,
higiene e cuidados preventivos, tendo como conseqüência as doenças.
Trata-se de um ciclo vicioso onde os animais são vítimas da
irresponsabilidade dos seres humanos.
? 4. Por outro lado, quem convive responsavelmente com animais de
estimação sabe dos benefícios que os mesmos trazem às pessoas. Estudos
internacionais comprovam a eficácia da presença de cães, gatos e cavalos
como suporte à terapias com crianças com problemas físicos e emocionais
(zooterapia). Ainda, os animais de estimação desempenham papel
fundamental como companhia de pessoas idosas. Sendo assim, a tentativa
do poder público de apresentar os animais como "criminosos", verdadeiras
ameaças ao bem estar dos seres humanos, além de injusta, infere pânico à
população, contribuindo ainda mais para sua ignorância com relação ao
assunto, além de incentivar atos ilegais de abandono e maus tratos.
? 5. Em nome da saúde pública, atrocidades estão sendo cometidas pelos
Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) em todo o Brasil, com denúncias
de animais mortos em câmaras de descompressão, por injeção letal sem
aplicação prévia de anestésico, com eletrochoques e até a pauladas.
? 6. Tradicionalmente todos os animais, sem distinção de idade, espécie,
tamanho ou estado de saúde, são manejados através do cambão, que é um
laço fixado a um cabo rígido para evitar a aproximação do animal de quem
os maneja. O cambão produz resultados desastrosos, ocasionando
ferimentos, mutilação e até mesmo a morte do animal apreendido.
? 7. Em geral não há registros formais relativos ao número de animais
apreendidos, motivo do sacrifício (curiosamente, em alguns casos, todos
os animais que entram nos CCZs estão doentes a ponto de serem
sacrificados), e principalmente, o método de sacrifício. Quando
entregues para estudo nas universidades ou doados para entidades de
proteção, não há registros que comprovem a recepção do animal no seu
destino, oportunidade para que abusos ocorram sem que ninguém tome
conhecimento. A falta de controle nos CCZs tem ainda como conseqüência a
morte de animais antes do prazo legal para resgate pelos donos. Em
municípios sem dispositivos de cadastramento e identificação de cães, o
problema é maior, visto que nos casos de fuga ou perda dos animais, não
há condições de localização do dono a curto prazo. A falta de informação
faz com que muitos donos não consigam chegar a tempo de salvar seus
companheiros da morte.
? 8. Os CCZs sacrificam animais lá entregues por seus próprios donos.
Este fato lamentável ocorre por diversas razões, desde a falta de
condições de pagar tratamento veterinário, até por que o animal velho
está sendo substituído por um filhote (em tempos de pessoas
descartáveis, o que sobra aos animais ?) Na maioria das vezes, estas
pessoas que transferem sua responsabilidade aos demais contribuintes, em
pouco tempo voltam a comprar animais e reincidem no erro. Nestes casos a
Prefeitura está não só utilizando indevidamente o dinheiro do
contribuinte. Abre portas para uma forma cômoda de descarte,
incentivando o comportamento irresponsável.
?
9. Se você for contra a "carrocinha", SAIBA QUE NÃO ESTÁ SOZINHO. A
disseminação de informações, principalmente via Internet, faz com que
cresça a cada dia o número de cidadãos que repudiam este método arcaico
no tratamento da problemática dos animais urbanos. Eleitores e
contribuintes não querem mais que seu dinheiro seja desperdiçado com
ações que não apresentam solução definitiva ao problema. Felizmente,
aumenta também o número de políticos progressistas que já estão
trabalhando por campanhas educativas e de esterilização em seus
municípios. Pode-se citar como exemplo Taboão da Serra (SP), Jundiaí
(SP), Curitiba (PR), Teresópolis (RJ), Florianópolis (SC), Boa Vista
(RR) e grandes centros urbanos como Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo
(SP). Pessoas bem informadas concordam que a "carrocinha" representa uma
visão tão antiga e atrasada quanto o próprio termo popular, originado do
fato dos animais apreendidos serem transportados por um veículo de
tração animal.
? LEIS QUE PROTEGEM OS ANIMAIS:
? Declaração Universal dos Direitos dos Animais,1978
? Constituição Federal, Art. 225
? Lei 9.605/98 (LEI DE CRIMES AMBIENTAIS), Art.32
? Decreto Federal N° 24.645/34
?
Mais informações sobre as brutalidades cometidas pela "carrocinha" no
Brasil: www.carrocinhanuncamais.com
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ANIMAIS DOENTES ou já agonizando foram encontrados pelo CRMV no Centro de Zoonose do Crato, sem veterinários
ANTÔNIO VICELMO
DIÁRIO DO NORDESTE 26/8/2010
Ambiente sujo e insalubre, sem veterinários junto aos animais, foi constatado na Zoonose do Crato
Crato. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) autuou o Centro de Zoonoses do Crato por falta de um diretor técnico. A inspeção identificou outras irregularidades, entre as quais falta de registro, animais agonizando sem a presença de veterinário para realizar a eutanásia (morte serena, sem sofrimento), funcionários não recebem insalubridade, mau cheiro e sujeira. A autuação foi feita pelo diretor do CRMV, Arturo Carvalho, que fiscalizou dois centros de zoonoses, de Crato e Juazeiro, e nos matadouros públicos da região.
O diretor administrativo do Centro de Zoonoses, Paulo Henrique Monteiro, explicou que a ausência de um diretor técnico se deve ao pedido de demissão do ex-diretor, Eldon Menezes. Ele garantiu que, ainda esta semana, a secretária de Saúde do Crato, Nizete Tavares, nomeará um veterinário que responderá pela parte técnica do Centro de Zoonoses. Quanto à falta de um veterinário, no momento da inspeção, Monteiro esclareceu que o Centro tem dois veterinários que se revezam no trabalho. Um deles estava de licença, conforme atestado médio apresentado ao fiscal do Conselho.
A direção apresentou também os anestésicos, Sedomin e Clortamina, que estão sendo utilizados na eutanásia dos animais, bem como um documento assinado por veterinários e representantes de entidades de proteção aos animais, comprovando que os animais estão sendo sacrificados, de acordo com as exigências da legislação.
Outras eventuais falhas apontadas pelo Conselho como, por exemplo, a utilização de depósitos de plásticos para colocação de alimentos, estão sendo corrigidas, segundo garante o diretor administrativo.
Matadouros
A inspeção foi estendida também aos matadouros da região. De acordo com Arturo, o matadouro que apresentou maiores problemas foi o de Iguatu, pela absoluta falta de higiene. Além da falta de estrutura, foram observados gatos comendo restos de carne, piso e azulejos estragados, trilhos aéreos enferrujados, funcionários sem equipamento de proteção e sem exames de saúde e sujeira. Estas irregularidades, segundo o fiscal, serão levadas ao conhecimento do Conselho para que sejam tomadas as providências. No Cariri, a maioria do gado para o consumo é abatido na "moita", isto é, de forma clandestina. Nas pequenas cidades da região não existe matadouro. Em Nova Olinda, por exemplo, o fiscal flagrou o abate de gado no oitão de uma casa. O prefeito Domingos Sampaio justificou que o novo matadouro não está funcionando porque faltaram recursos para a compra de equipamentos. Em Santana do Cariri, não tem matadouro público. O fiscal sugeriu ao prefeito Pedro Linard que o gado para o consumo da população fosse abatido na vizinha cidade de Nova Olinda.
O fiscal elogiou o atual matadouro público de Brejo Santo, que havia sido interditado por determinação do Ministério Público, por absoluta falta de condições de higiene. O atual prefeito, Guilherme Landim, segundo Arturo, cumpriu todas as exigências. "Hoje o matadouro é um exemplo de organização", afirmou. O representante do Conselho reconhece, entretanto, que a maioria dos prefeitos tem condições de construir um matadouro que atenda às exigências da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Um relatório completo será entregue ao CRMV com todas as irregularidades encontradas no Interior, inclusive o exercício ilegal da profissão de médico veterinário, que é considerado como contravenção penal. Somente veterinários e zootecnistas, devidamente habilitados, podem exercer as prerrogativas profissionais que as Leis Federais 5.517/1968 e 5.550/1968 determinam, adverte o representante do CRMV.
Enquete
Prática ilegal
Arturo Carvalho
Diretor do Cons. Regi. de Medicina Veterinária
No Cariri, a maioria do gado para o consumo é abatido na "moita", isto é, de forma clandestina, o que é ilegal
Paulo Henrique Monteiro
Dir. Adm. do Centro de Zoon.
Todas as eventuais falhas estão sendo corrigidas. Esta semana, será nomeado o diretor técnico do local
Ricardo Martins
Médico Veterinário
O Centro de Zoonoses do Crato está cumprindo as exigências que a Lei determina nos seus procedimentos diários
MAIS INFORMAÇÕES
Centro de Zoonoses do Crato
Avenida Thomaz Osterne, S/N
Região - Cariri
(88) 3521.2698
Antônio Vicelmo
Repórter
CÂMARA DE GÁS
Denúncia teve repercussão mundial
Crato. As denúncias contra irregularidades no Centro de Zoonoses do Crato tiveram início há dois anos. No dia 9 de setembro de 2008, o Diário do Nordeste publicou, reportagem exclusiva, denunciando que os cães apreendidos pelo Centro de Zoonoses eram sacrificados numa câmara de gás, o mesmo processo utilizado pelos nazistas para exterminar os judeus na segunda guerra mundial. Os animais morriam após injeção de gás carbônico, numa câmara hermeticamente fechada. O gás era produzido por um motor Volkswagen, cujo cano de escape era interligado a câmara, um cubículo de apenas 1,5m quadrado. A reportagem ganhou repercussão internacional.
O método foi questionado pela presidente da União Internacional Protetora dos Animais, no Estado do Ceará (Uipa), Geuza Leitão, com base na resolução nº 714, de 20 de junho de 2002, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Ela disse que a câmara de gás foi abolida. Com a repercussão da matéria, o modo ilegal de abater os cães foi abolido. Os cachorros passaram a ser sacrificados com injeções de cloreto de potássio, antecedida por anestesia geral.
O método cruel de sacrificar os animais teve repercussão mundial. Organizações internacionais de proteção aos animais produziram um abaixoassinado eletrônico e, por meio da internet, mais de mil e-mails foram enviados ao jornal, protestando contra a forma de eutanásia praticada pelo Centro de Zoonoses do Crato.
A repercussão foi objeto de outra reportagem que deu destaque ao protesto da Organização Internacional de Proteção dos Animais (Oipa), ONG sediada em Milão, na Itália, que publicou carta na internet contra o modo como era feita a eutanásia dos cães no Centro de Zoonoses do Crato, na região do Cariri. Defensores de animais foram convocados a assinar o abaixoassinado eletrônico.
Repúdio
O protesto teve como destinatários o Ministério Público do Estado do Ceará, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Ceará, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e a Prefeitura do Crato, além do jornal. O texto repudiava o método da câmara de gás carbônico para o sacrifício dos cães e pedia que os centros de controle de zoonoses sejam impedidos de promover a morte de animais sãos.
A Oipa classificou o sacrifício dos cães na Câmara de Gás como um "método horrível". Advertiu que "é importante que as pessoas entendam que os animais não são objetos, são seres vivos que merecem amor e respeito. Gostaria de expressar minha grande contrariedade quanto ao terrível fato que está acontecendo na cidade de Crato